quinta-feira, 12 de novembro de 2015

TUTORIA E MONITORIA NA ESCOLA

Um bom professor deve ser flexível para que o aprendizado de seus alunos vá muito além dos conceitos arbitrários e literais apresentados a eles, permitindo a expressão do conhecimento por parte do aprendiz. Além disso, é de grande importância que o conteúdo ministrado seja relevante, ou que, pelo menos, o professor mostre a seus alunos a relevância do referido conhecimento, tanto em relação ao momento presente, quanto ao seu uso futuro.


Atualmente, as situações que os professores normalmente enfrentam em seu dia a dia é de turmas heterogêneas, onde uma parte dos estudantes possui o necessário conhecimento prévio para que o processo de ensino aprendizagem resulte em aprendizagem significativa, no entanto outra parte está atrasada, por assim dizer, em relação a seus colegas. Isso dificulta bastante o trabalho dos professores.

“Neste caso, o que pode (e deve) ser feito é uma assistência extraclassena forma de tutoria, monitoria, aula particular, ou aulas de reforço para pequenos grupos”, afirma o professor Per Christian Braathen, do curso Aprendizagem Significativa, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.


Tutoria

Ocorre quando um pequeno grupo de alunos (até cinco) trabalha com um tutor, podendo ser um professor ou mesmo um estudante com maiores conhecimentos sobre o conteúdo proposto. A tutoria é comprovadamente de grande eficiência, pois transforma conhecimento menos significativo em conhecimento mais significativo.

Aprendizagem como um processo de mudanças conceituais

Inteligibilidade


O aprendiz entende o que está sendo dito ou ensinado, pois foi transmitido em português. Por exemplo, um estudante pode aprender que a molécula de amônia – NH3 - tem uma geometria trigonal piramidal, sem saber o que significa trigonal ou mesmo piramidal. Colocado dessa maneira, esse tipo de conhecimento está muito próximo do extremo mecânico.

Plausibilidade 

O conhecimento se torna plausível, neste caso, quando o estudante aprende, ajudado por modelos moleculares, por exemplo, o que quer dizer trigonal (que forma três ângulos) ou piramidal, podendo agora visualizar a molécula.

Utilidade

É quando o conhecimento não apenas é plausível, mas também útil. Ou seja, algo importante para saber, pois o fato de a molécula ser trigonal piramidal implica em importantes consequências em termos das propriedades da substância amônia, vendida em solução em supermercados, farmácias e drogarias.

Em suma, quanto mais conceitos (ideias, “unidades” de conhecimento) estiverem associados (aglomerados), mais significativo se tornará o conhecimento. A aprendizagem como um processo de mudanças conceituais exemplifica bem uma continuada construção do conhecimento. Quando um novo conhecimento é incorporado a um conhecimento prévio já existente na estrutura cognitiva do aprendiz, tornando um dado conhecimento mais significativo, passará do status inicial em que é apenas inteligível para se tornar plausível (e, quem sabe, seja também útil).

Trocas conceituais

Entretanto, frequentemente, ocorre um processo de mudança conceitual diferente, que representa de modo muito interessante uma reconstrução (que pode ser pequena ou mesmo dramática, ou mesmo uma mudança de paradigma) de um conhecimento existente. Esse tipo de mudança é o que ocorre quando um conceito que já é plausível deixa de ser e terá que ser trocado por outro. Essa mudança conceitual constitui uma troca conceitual.

Vejamos, no estudo de química, um estudante considera plausível que a regra do octeto seja algo infalível, explicando, por exemplo, a existência da substância tricloreto de fósforo, cuja fórmula é PCl3. Entretanto, ao explicar ao estudante que existe também o pentacloreto de fósforo, Pcl5, cria-se um conflito que poderá resultar na aceitação de que a regra do octeto não se aplica, ou não é válida, para o pentacloreto de fósforo. Temos então uma mudança conceitual, do tipo troca conceitual.
A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas.
A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas.
Monitoria

Na monitoria, de forma semelhante à tutoria, o professor, um estagiário ou estudante mais adiantado oferece atividades extraclasses e tiram dúvidas de um grupo em uma sala de aula. Entretanto, o número de alunos é maior que na tutoria, mas, mesmo assim, bem menor que em uma sala de aula tradicional, o que possibilita um trabalho mais individualizado.

O monitor trabalha em atividade extraclasse, especialmente com alunos sem conhecimentos anteriores a respeito do conteúdo abordado na sala de aula, tornando o novo conceito, cada vez mais, inteligível, plausível e útil ao aluno, havendo um deslocamento desse conhecimento ao longo do intervalo mecânico – significativo, ao tornar a informação e seu aprendizado mais significativo.

A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas. Dessa forma, mais significativo será o conhecimento.

Não são poucas as escolas do ensino fundamental ao superior que já utilizam o recurso de monitoria. O que tem faltado é melhor direcionamento desse trabalho. A avaliação diagnóstica prévia, o uso de verificação com mapas conceituais e a elaboração de monitorias e tutorias voltadas ao conhecimento anterior relevante, entretanto, são pouco utilizadas, apesar de seu enorme potencial.

Você pode melhorar muito os resultados de aprendizagem de seus alunos, utilizando essa metodologia.
Tutoria

Ocorre quando um pequeno grupo de alunos (até cinco) trabalha com um tutor, podendo ser um professor ou mesmo um estudante com maiores conhecimentos sobre o conteúdo proposto. A tutoria é comprovadamente de grande eficiência, pois transforma conhecimento menos significativo em conhecimento mais significativo.

Aprendizagem como um processo de mudanças conceituais

Inteligibilidade


O aprendiz entende o que está sendo dito ou ensinado, pois foi transmitido em português. Por exemplo, um estudante pode aprender que a molécula de amônia – NH3 - tem uma geometria trigonal piramidal, sem saber o que significa trigonal ou mesmo piramidal. Colocado dessa maneira, esse tipo de conhecimento está muito próximo do extremo mecânico.

Plausibilidade 

O conhecimento se torna plausível, neste caso, quando o estudante aprende, ajudado por modelos moleculares, por exemplo, o que quer dizer trigonal (que forma três ângulos) ou piramidal, podendo agora visualizar a molécula.

Utilidade

É quando o conhecimento não apenas é plausível, mas também útil. Ou seja, algo importante para saber, pois o fato de a molécula ser trigonal piramidal implica em importantes consequências em termos das propriedades da substância amônia, vendida em solução em supermercados, farmácias e drogarias.

Em suma, quanto mais conceitos (ideias, “unidades” de conhecimento) estiverem associados (aglomerados), mais significativo se tornará o conhecimento. A aprendizagem como um processo de mudanças conceituais exemplifica bem uma continuada construção do conhecimento. Quando um novo conhecimento é incorporado a um conhecimento prévio já existente na estrutura cognitiva do aprendiz, tornando um dado conhecimento mais significativo, passará do status inicial em que é apenas inteligível para se tornar plausível (e, quem sabe, seja também útil).

Trocas conceituais

Entretanto, frequentemente, ocorre um processo de mudança conceitual diferente, que representa de modo muito interessante uma reconstrução (que pode ser pequena ou mesmo dramática, ou mesmo uma mudança de paradigma) de um conhecimento existente. Esse tipo de mudança é o que ocorre quando um conceito que já é plausível deixa de ser e terá que ser trocado por outro. Essa mudança conceitual constitui uma troca conceitual.

Vejamos, no estudo de química, um estudante considera plausível que a regra do octeto seja algo infalível, explicando, por exemplo, a existência da substância tricloreto de fósforo, cuja fórmula é PCl3. Entretanto, ao explicar ao estudante que existe também o pentacloreto de fósforo, Pcl5, cria-se um conflito que poderá resultar na aceitação de que a regra do octeto não se aplica, ou não é válida, para o pentacloreto de fósforo. Temos então uma mudança conceitual, do tipo troca conceitual.
A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas.
A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas.
Monitoria

Na monitoria, de forma semelhante à tutoria, o professor, um estagiário ou estudante mais adiantado oferece atividades extraclasses e tiram dúvidas de um grupo em uma sala de aula. Entretanto, o número de alunos é maior que na tutoria, mas, mesmo assim, bem menor que em uma sala de aula tradicional, o que possibilita um trabalho mais individualizado.

O monitor trabalha em atividade extraclasse, especialmente com alunos sem conhecimentos anteriores a respeito do conteúdo abordado na sala de aula, tornando o novo conceito, cada vez mais, inteligível, plausível e útil ao aluno, havendo um deslocamento desse conhecimento ao longo do intervalo mecânico – significativo, ao tornar a informação e seu aprendizado mais significativo.

A monitoria tem por objetivo fazer com que mais conceitos, ou seja, ideias ou “unidades” de conhecimento estejam associadas. Dessa forma, mais significativo será o conhecimento.

Não são poucas as escolas do ensino fundamental ao superior que já utilizam o recurso de monitoria. O que tem faltado é melhor direcionamento desse trabalho. A avaliação diagnóstica prévia, o uso de verificação com mapas conceituais e a elaboração de monitorias e tutorias voltadas ao conhecimento anterior relevante, entretanto, são pouco utilizadas, apesar de seu enorme potencial.
FONTE